Meu primeiro contato com a leitura e escrita aconteceu aos 6 anos quando ingressei no pré. Antes disso, não pude contar com a ajuda de meus pais pelo pouco conhecimento dos mesmos. Apesar de meus pais valorizarem muito quem tinha estudo, pois tinham a consciência da sua importância para a sociedade. Tanto meu pai quanto minha mãe estudaram até a 4ª série do primário. Em minha casa o principal incentivo sempre foi por parte de minha mãe, lembro-me que mesmo com seu pouco conhecimento sempre tentava nos auxiliar e acompanhar nos deveres de casa. Foi com este incentivo que comecei a trabalhar com 15 anos e consegui pagar minha Faculdade. Inspirada pela incentivo de minha mãe hoje posso estar em contato com meus alunos tentando incentivá-los no processo da leitura e escrita.
Gostei muito do depoimento do Pintor Newton Mesquita "...Quando você vê um quadro e gosta muito, a sensação é de que aquela imagem sempre esteve dentro de você. Com o texto é a mesma coisa : aquilo toca na sua essência e detona tantas idéias e fantasias que se torna parte de sua vida..." Tenho ótimas recordações do meu contato com o mundo da leitura e escrita. Fui alfabetizada pela cartilha "Caminho Suave", e no ginásio fiquei encantada com vários livros da Coleção Vagalume, " A Ilha Perdida", "Sítio do Pica-pau Amarelo". Através da leitura podemos viver sentimentos, fantasias... Observando os relatos dos colegas é triste perceber na nossa Sociedade como os alunos estão desamparados por seus pais no sentido de incentivo e acompanhamento aos estudos ( principalmente o contato com o mundo da leitura ). Mas há uma grande esperança quando refletimos no depoimento de Clair Feliz Regina no "Catraca Livre" : que relata a descoberta de seu interesse e paixão pela poesia aos 80 anos de idade, mesmo tendo dedicado sua vida profissional inteira somente a termos técnicos. Refletindo sobre o comportamento de nossos alunos devemos sempre plantar a semente da leitura.
Relato de Kátia C.G.Primo
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ResponderExcluirBoa noite, Kátia!
ResponderExcluirRelatos como o seu, que comentou o fato de seus pais terem pouca instrução, mostram que nossa realidade foi semelhante. Minha mãe era alfabetizadora e meu pai só tinha a antiga 4a. séria primária. Mas ambos valorizavam muito a formação escolar, o que me deu a oportunidade de chegar até aqui, tornando-me educadora; uma grande responsabilidade diante da atual conjuntura, onde os valores não são mais os mesmos da nossa infância, e as famílias não são tão presentes quanto foram as nossas, infelizmente...
LÚCIA LEME DE SOUZA